sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Simples assim

Quando penso em felicidade você é a primeira coisa que me vem à cabeça. 
Seu sorriso, sua pele macia, seus olhos nos meus olhos.
Se estou triste ou com raiva posso pensar em você
Que imediatamente tudo se dissipa
E resta somente eu e o meu amor.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Precipitação

Não importa se está com quem ama ou não
Se faz o que gosta ou não
Você nunca é feliz.
Então vê uma saída maluca e vai até ela
E é como ser triturada, seus ossos não podem mais
Mas porque sua mente ainda está tão acordada?
Vendo tudo, sentindo tudo,
É justamente o que você não quer
 quer que tudo desapareça, evapore.
E agora experimenta a dor com uma intensidade que nunca pensou ser possível
Mais forte que todas as ofensas somadas,
Todos os tapas e socos e arranhões
Mais forte que qualquer enfermidade que apareceu em seu corpo.
Sentindo cada vez mais desespero você se arrepende do que fez
Acha que pode consertar a vida e viver com os problemas.
Tarde demais, você não já está em seu corpo.


sábado, 29 de dezembro de 2012

O MAIS LINDO PÔR-DO-SOL

   Nós dois eramos amigos de infância. Naquela época passávamos o dia inteiro brincando e entre nónão havia nenhum segredo.
   Raquel, minha amiga, começou a namorar Ricardo. Eu o achava um sujeito um tanto estranho, meio possessivo e controlador. Mas não podia fazer nada, não seria certo me intrometer no romance dos dois.
   Foi nessa época que descobri que amava Raquel. Vê-la com outro cara fazia com que meu coração doesse. E aquela não era uma dor de amigo, ah, não. Achei que seria uma boa ideia guardar segredo sobre isso, mas sempre que Raquel me olhava com aqueles profundos olhos verdes, eu começava a imaginar como seríamos juntos.
   Para tentar esquecer, arrumei uma namorada. Uma colega de faculdade que parecia mesmo gostar de mim. No início foi legal, eu estava realmente gostando; mas recentemente passei a me sentir meio sufocado com a nossa relação. Por isso, decidi pôr um fim ao nosso namoro.
   Enquanto estava sozinho, lembrei-me de Raquel e de como era agradável a sua companhia. Resolvi então visitá-la. Minha amiga me recebeu muito bem, e passamos um longo tempo conversando. Fiquei sabendo que ela tinha terminado com Ricardo e que agora estava namorando outro homem. Rico, segundo ela.
   Voltamos a manter contato. Eu sempre a visitava e vice-versa. Durante esse tempo, meu amor por ela foi voltando com mais força. 
   Certo dia, Raquel me contou que Ricardo a tinha convidado para um último encontro, e que ela resolvera ir.
   Naquele dia, quando vi Raquel saindo de casa para tal encontro, eu a segui. Estava agindo simplesmente por medo. Medo de que Ricardo pudesse lhe fazer algum mal. Cheguei no instante em que os dois estavam entrando em um cemitério, aparentemente abandonado. Foram andando pela longa alameda banhada de sol. Os passos de ambos eram como punhais em meu peito. Indignada, mas obediente, ela se deixava conduzir como uma criança. Eu não entrei, porque achei que seria arriscado. E se fosse descoberto, e Ricardo achasse que Raquel tinha me chamado? Fiquei cuidadosamente escondido atrás de uma árvore.
   Depois de um tempo, Ricardo saiu do cemitério. Trazia no rosto um sorriso de triunfo bastante suspeito. Raquel não estava com ele. Muito preocupado, com o coração quase saindo pela boca, entrei para procurá-la. O que teria acontecido?
   Caminhei bastante, vendo apenas túmulos e mais túmulos. Aquele lugar era realmente grande. Então eu vi algumas marcas na terra, deveriam ser pegadas. Passei a segui-las, e de longe avistei uma capelinha coberta por trepadeiras selvagens. Fui em direção a ela, e a medida que me aproximava comecei a ouvir gritos baixinhos e inquietos que pareciam ser de Raquel. Abri a porta da capela e levei um susto: lá estava ela, presa em um estreito retângulo cinzento. Sentada, encolhida no cantinho da monstruosa sala fria e suja. Uma grande aflição tomou meu coração ao vê-la naquele estado.
   Não tinha chave, e estava trancado. Mas usei toda a minha força e vontade de ver minha amada bem para abrir aquela portinha que a mantinha presa. Não foi fácil mas consegui. Abracei Raquel e a levei para respirar um ar puro.
   - Mateus, o que você está fazendo aqui? - sua voz era fraca.
   - Eu vim te salvar, Raquel - respondi em tom igualmente baixo.
   - Isso eu percebi. Mas como soube? Quer dizer, esse cemitério está abandonado!
   - Eu te segui até aqui - disse, sentando-a sob a sombra de uma árvore, ela não estava em condições de andar.
   - Por que fez isso? - ela perguntou, olhando pra mim com aqueles olhos verdes tão bonitos.
   - Eu nunca confiei no Ricardo, e quando você me falou que ele queria te encontrar... Fiquei muito desconfiado. Se não acontecesse nada aqui, eu iria embora tranquilo. Mas ele saiu e você não estava junto...
   - Ah, que lindo Mateus! - exclamou sorrindo.
   - Raquel... - hesitei um instante, mas se fosse falar teria que ser naquele momento. Que oportunidade melhor eu teria? - Eu te amo.
   Ela ficou em silêncio, e depois disse:
   - Pra falar a verdade, eu também te amo. Há muito tempo.
   Essa informação realmente me chocou.
   - E por que nunca me disse isso?
   - Não sei... Acho que foi por vergonha, por medo de perder sua amizade. - Raquel parou para respirar fundo, parecia mais fraca. - Mateus, algo me picou lá dentro da capela, e eu estou perdendo as forças...
   Cansado de tanta espera, tomado pela felicidade, e com receio do futuro, eu a beijei. 
   - Agora sinto que posso morrer em paz.
   Essas foram as últimas palavras de minha amada. Ela se aconchegou em meus braços e fechou os olhos, para sempre.
   Não pude deixar de notar que naquele momento o sol estava se pondo. E aquele foi o pôr-do-sol mais lindo de todos.






domingo, 23 de dezembro de 2012

O bandido, a Pitchula e os sete copos

 Um dia normal, como todos os outros, até então. Eu havia acabado de sair mais cedo da aula de Matemática e estava sentada em um banco com minha amiga Lívia. Estávamos conversando tranquilamente, mas, chega a Meirielle com uma notícia assustadora:
 - Tem um bandido no colégio!
 Fiquei apavorada e a Lívia ficou mais branca do que já é.
 - Como você sabe?
 - Quando eu saí da sala de aula, eu vi uns policiais e resolvi perguntar pro guardinha que tava ali perto. Ele falou que tinha um bandido no colégio e os policiais estavam procurando.
 - Vou me esconder no banheiro!
 - Ele pode estar lá.
 - É mesmo ...
 - Ah fica calma, não vai acontecer nada.
 Mudamos de assunto. Os seres do abismo - Angelo, Augusto, Allysson e Elias - chegam e fazem o convite:
 - Vamos tomar Pitchula?
 - Hãn? Pitchula?
 - É, a gente pede uma Pitchula e sete copos! - risos da parte deles.
 Ficamos sem entender, mas fomos. Quando chegamos na lanchonete entendi a intenção, mas fiquei quieta. O Angelo foi pedir:
 - Tia, me dá uma Pitchula e... - vira-se, finge que está contando, volta-se para a tia e dispara - sete copos!
 Ele não aguentou e começou a rir - na hora eu também não consegui me conter. A tia perguntou:
 - Você tá brincando comigo né?
 - Não, eu quero uma Pitchula e sete copos!
 Ele veio com os copos, mas teve de pagar por eles. Colocou-os lado-a-lado e repartiu aquele líquido gelado,marrom e cheio de gás. Não deu nem dois dedos pra cada um, mas valeu a pena. Vou me lembrar desse dia que eu ver uma Pitchula - ou um bandido.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Túnel

Não perturbes o silêncio confortador daquela alma
Não faças mais perguntas
Sabes que isto será vergonhoso para ti
Porque insistir?
Ignora as tuas vontades
Apaga esta luz de teus olhos
E segue em frente.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A little story

She woke up in the middle of the night, surprised and scared by a nightmare. Looks around and there's nothing, no one who can help her, hold her to make this pain disappear.
All she have is herself, her only company is the characters of the books she bought with her almost slave work.
It could be sad if she doesn't had a house with TV. 
She walks to the kitchen, catches a huge pack of chips and goes watching cartoon.
- Goodnight bed, i'm going to sleep in the sofa.